Mas, o que é dengue? Por que devemos nos preocupar?
A dengue, conforme o Ministério da Saúde, é um vírus pertencente ao grupo das arboviroses; doenças transmitidas através de algum artrópode. No caso da dengue, pelo mosquito Aedes aegypti.
Atualmente, trabalhamos com quatro sorotipos da dengue, a saber:
- DENV-1
- DENV-2
- DENV-3
- DENV-4
Os sorotipos mais frequentes são o 1 e 2. Felizmente percebe-se, até o momento, que esse vírus sofre pouca mutação, o que torna a vacinação mais eficaz. Esses 4 sorotipos podem ter manifestação clínica de leve, a moderada e intensa, podendo findar em óbito do indivíduo infectado.
Com o grande crescimento demográfico, a falta de saneamento básico, lixos com destinos errados e focos de água parada aumentado, somado ao clima tropical do Brasil, detemos 80% dos casos de dengue do mundo.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) trazem que em 2024 houve 10,8 milhões de casos de dengue. Vale ressaltar que esses casos são apenas os notificados, sem considerar os assintomáticos (75% das infecções) que, mesmo sem a manifestação clínica da doença, ajudam a disseminação do vírus e o descontrole dos casos de infecção.
Desde bebês a idosos, todas as faixas etárias estão suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e/ou portadoras de doenças crônicas podem evoluir para complicações mais graves.
Sinais e sintomas
Atualmente, a dengue é dividida em 03 fases:
Fase Febril: febre alta e repentina, com duração de 2 a 7 dias. Acompanhada dos sinais clássicos: vermelhidão facial, exantema (manchas avermelhadas pelo corpo), dor corporal, nos músculos, nas articulações, enjoo, cefaleia e dor no fundo o olho (retro ocular). Pode evoluir com pequenos pontos de hemorragias (petéquias) e manchas roxas (equimoses) na pele.
Ao findar a febre os sinais podem desaparecer, neste caso a doença é considerada sem sinal de gravidade. A atenção deve estar para não haver desidratação devido a febre alta e/ou convulsões, este especialmente em crianças.
Fase Crítica: após a febre baixar, pode ocorrer aumentar a permeabilidade capilar dos vasos sanguíneos, o que aumenta os riscos de hemorragia. Quando isso ocorre é considerado dengue com sinais de alerta. A atenção deve estar voltada para: choque por extravasamento do plasma, hemorragias graves, podendo levar a falência orgânica.
Nesta fase, deve-se prestar atenção se houver: dor intensa na barriga; vômitos frequentes; tontura ou sensação de desmaio; dificuldade de respirar; sangramento no nariz, gengiva e fezes; cansaço e/ou irritabilidade.
Fase de recuperação: após ser superada a fase crítica (em no máximo até 72 horas), o paciente retorna o estado geral, recupera o apetite, as funções orgânicas se estabilizam.
É de extrema importância que seja tratada a infecção pelo vírus desde os primeiros sinais, por tanto, faz-se de suma importância a consulta e avaliação médica, lembrando de não se automedicar e não usar aspirinas e nem antibióticos, além de manter uma excelente hidratação.
A Prevenção
A maior prevenção individual está na vacinação. Hoje, temos no mercado a vacina Qdenga produzida no Japão pelo laboratório Takeda. A vacinação vem de mais de 15 anos de estudo. A pessoa fica protegido ao fazer o esquema completo: duas doses, sendo uma no momento e outra 3 meses após a primeira. Não costuma dar reações adversas.
A vacina está liberada para a faixa etária dos 04 aos 60 anos de idade, sendo aplicada no braço na porção posterior via subcutânea.
Nunca deve ser aplicada em pessoas grávidas ou que amamentam. Indivíduos que contraíram a dengue devem esperar 06 meses pós infecção para realizar a vacinação.
Além da vacinação todos devemos manter o uso de repelentes, telas nas janelas/portas, evitar o acumulo de lixo e água parada.
É de extrema importância que uma vez infectada a pessoa mantenha o uso de repelentes para não infectar outros mosquitos e, assim, espalhar o vírus!
Não deixe para amanhã, agende já sua vacina conosco! Estamos aqui por você!



